Você já ouviu falar em “abandono afetivo inverso”?

O abandono afetivo caracteriza-se quando há omissão de cuidados por parte de um indivíduo que possui o dever de o fazer em relação a outro.
Geralmente, o mencionado fenômeno nos remete às situações entre pais que abandonam seus filhos, deixando-os desamparados. Contudo, no abandono afetivo inverso, trata-se do abandono perpetrado por filhos em relação aos seus pais, principalmente quando seus genitores atingem a terceira idade.
A diretora nacional do IBDFAM, Viviane Girardi explica que “O abandono afetivo, no caso da pessoa idosa, se caracteriza pela falta de convivência, de comunicação e de isolamento a agravar a sua situação de vulnerabilidade, ao ponto de os efeitos da solidão e do abandono debilitarem (o idoso) psiquicamente”.
Atualmente, tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado um projeto de lei sob nº 4.229/2019, o qual visa penalizar filhos em casos de desamparo afetivo inverso.