Você sabia? Após o divórcio ou dissolução da união estável não é obrigatória a retirada do sobrenome do ex-cônjuge/companheiro.

Após o divórcio nos casamentos, ou a dissolução nas uniões estáveis, o cônjuge/companheiro que aderiu o sobrenome do outro ao seu não é obrigado a se desfazer do mesmo.
Exceto em causa de renúncia expressa, poderá o consorte escolher permanecer com o sobrenome que ganhou na contração da união, mesmo após a dissolução do vínculo.
A mencionada prerrogativa de escolha deve-se ao fato de o nome civil ser englobado no roll de direitos da personalidade, protegidos no Código Civil brasileiro, consubstanciando-se em um dos principais elos de identificação entre o indivíduo e a sociedade.
Nesse sentido, decide o Tribunal de Santa Catarina:

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE DIVÓRCIO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA DO AUTOR.
(1) PATRONÍMICO. PRETENSÃO VISANDO QUE A EX-CÔNJUGE RETORNE A USAR O NOME DE SOLTEIRA. INACOLHIMENTO. DIREITO PERSONALÍSSIMO DA CONSORTE, QUANDO NÃO VERIFICADA A “CULPA” ESTATUÍDA NOS INCISOS DO ARTIGO 1.578 DO CC, DE MANTER O SOBRENOME DO MARIDO.
“Não tendo a ex-esposa dado causa ao pedido de divórcio a manutenção ou não do apelido de família do marido é opção sua, por ser aquele patronímico direito personalíssimo.” (TJSC, AC n. 2009.064249-6, de Camboriú, rel. Des. Trindade dos Santos, Segunda Câmara de Direito Civil, j. 14-02-2013).(link)

Nota-se, por exemplo, no julgamento acima, que o marido desejava que a ex-esposa deixasse de utilizar o seu sobrenome após o divórcio, tendo recorrido ao poder judiciário sobre o assunto. Contudo, o recorrente não teve êxito, uma vez que o Tribunal indeferiu seu pedido explicando que o nome é um direito personalíssimo, de maneira que não poderia o requerente influenciar no patronímico da ex-mulher.